Do outro lado do Atlântico – Canadá e EUA

Gente,voltei! Só depois de mais de uma semana meu corpo começou a se re-ajustar ao fuso da Inglaterra. Fui um zumbi por vários dias, credo! As férias valeram muito a pena, mas foi tudo tão corrido… Queria ter tido tempo de explorar mais as maravilhas que os EUA têm para oferecer!

Fui convidada a ir a um casamento no norte de Michigan e resolvi dar uma esticadinha. Voei pra Nova Iorque, depois pra Chicago só pra pegar o carro; dirigi até Toronto, no Canadá, de lá até as cataratas de Niágara; aí de volta ao EUA pra um casamento e, finalmente, de volta a Chicago por alguns dias – que foram suficientes pra eu me apaixonar pela cidade! Tudo em 11 dias. Ufa, só de descrever já cansei! Então aqui vão algumas highlights das minhas aventuras em alguns bares/restaurantes!

Como já tinha ido pra Nova Iorque, resolvi explorar novas partes da cidade e bares. Adoro umas coisas diferentes. Antes de ir, pesquisei bares secretos na cidade – existem vários! Eles não são, na verdade, totalmente secretos (senão nem eu achava), mas geralmente significa que é num lugar meio escondido e que não parece um bar; e a reserva de mesa é obrigatória na maioria dos casos. Esses lugares “escondidos”, ou speakeasy, se originaram durante a Prohibition dos anos 20 (até 1933), que era proibida a fabricação, transporte e venda de bebidas alcoólicas. O consumo, porém, não era proibido, então muitas pessoas mantinham bares privados para servir aos amigos e os “bares” se escondiam numa fachada diferente. Tudo acontecia na surdina!

Da última vez que fui, descobri o PDT (Please Don’t Tell); você entra em um fast food de cachorro quente (Cribs Dog) que tem uma cabine telefônica antiga no canto; você entra nela, dá o nome da reserva, a parede de dentro da cabine telefônica se abre e entra-se em uma sala secreta: o bar, decorado num estilo retrô, a meia luz, papel de parede estampado e muitos animais empalhados pendurados na parede. Amei! Os coquetéis eram bem peculiares; como o Benton’s Old Fashioned que leva bourbon de bacon(!), angostura e maple syrup… um colega, que divide o sobrenome com o coquetel, o pediu; éramos 5, e selecionamos coquetéis diferentes… todos beeeeeeeem fortes e nada adocicados!

Dessa vez, fui ao The Raines Law Room. O nome origina-se na Lei de Raines, que entrou em vigor em 1896 e tinha como principal função diminuir o consumo alcoólico. A lei previa que nenhum estabelecimento, a não ser hotéis, poderia vender bebidas alcoólicas aos domingos, que era o único dia de descanso para trabalhadores. Porém, vários saloons acharam um jeito. Cadastrara-se como hotéis (que era simples na época). Assim vários hotéis que não eram conhecidos como Raines Law Hotels abriram em cima de bares! A fachada é de uma casa normal, não tem placa!  Você toca a campainha, uma pessoa atende e pergunta o seu nome pela porta entreaberta. Ao entrar, é como se mergulhasse em outra era; o lugar parece mesmo uma sala de estar vitoriana, com lareira, prateleiras cheias de livros e a cada mesa tem uma campainha pra você chamar o seu garçom quando precisar de serviço! A seleção de coquetéis era tentadora e em torno de US$16 cada. Eu tomei alguns Champagne Cobblers!

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The Raines Law Room

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The Raines Law Room

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The Raines Law Room

 

Antes de ir ao The Raines Law Room, resolvi que queria tomar “cocktails with a view” e acabei descobrindo os bares do hotel Dreams. Fomos ao The Beach, um bar de beira de piscina, ao ar livre e com muito estilo; o ambiente é bem legal e descontraído, com DJ tocando música eletrônica e um mix de pessoas vestidas mais informalmente e modelitos praia-mas-estou-no-iate. E conta com coquetéis gostosos – tomei um Frisky Fling (Hendrick’s gin, pepino, melancia e sake frizante!) e uma flutezinha de champagne. Os preços também são em torno de US$14 por drink.

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Dreams- The Beach Bar

Tendo gostado da ideia de coquetéis nas alturas, pesquisei roof top bars em NY e acabei escolhendo o Rare view Rooftop na Chelsea. Situado no topo do Hilton Fashion District, a decor é bem praiana; os móveis são bem parecidos com os de lounges de beira de praia e o bar é revestido de madeira, ficando com um clima bem cabana de litoral! Os coquetéis, com precinhos em torno de US$14, são bem saborosos e no momento eles tem um menu especial com drinks criados para o verão 2012. A vista é impagável; o Empire State Building está bem ali na sua frente, reluzente, criando ótimas oportunidades de fotografia. Eles também têm um grill, com hambúrgueres por apenas US$10! Percebi uma tendência nos drinks dos menus de verão de NY – muita melancia e pepino, não muito doces!! 

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Rare View Rooftop- Drink

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Rare View Rooftop- Drink

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Rare View Rooftop- vista panorâmica

Minha passagem por Toronto foi relâmpago; tinha somente duas noites e queria ir para Niágara. Então, encarei jantar na icônica CN Tower, certamente o prédio mais proeminente na skyline da cidade! A uma altura de 351m, o restaurante 360 é rotatório e em 72 minutos você dá a volta toda, apreciando a paisagem maravilhosa da cidade! A comida é muito boa, e ao contrário do que se pensa de restaurantes desse tipo, as porções são generosas! O menu do dia custa entre CAD55 (entrada, prato principal e sobremesa) e CAD68 (o mesmo do de 55, mais um amuse bouche, mas as escolhas são mais interessantes!) e os coquetéis em torno de CAD15. Vale lembrar que quando você janta no restaurante, não é necessário pagar a taxa de CAD25 cobrada pra explorar a torre; e você pode fazê-lo após o jantar. Recomendado!

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Niágara

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CN Tower

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Vista CN Tower

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Drink no CN Tower

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Topo CN Tower

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Toronto-Canadá

Ainda no ritmo de rooftops, em Chicago, fomos no Roof on the Wit; escolhido meio as pressas. O bar é bem legal com o teto retrátil, que geralmente fechas as 11 horas; como tiveram reclamação de barulho, fecharam as 9, fiquei meio decepcionada; talvez devesse ter pesquisado melhor e ido ao Terrace at the Trump. Mas no fim foi bem legal, os coquetéis eram bem gostosos e preços entre US$14 e US$20 (tomei alguns New Money, com Veuve Clicquot rose, Domain de Canton e frutas vermelhas). Depois, seguimos para o Buddy Guy’s Legends, um bar de blues fundado pela lenda viva Buddy Guy e que já recebeu em seu palco Van Morrison, The Rolling Stones, David Bowie, ZZ Top, entre outros famosos. Nas paredes ficam penduradas guitarras autografadas que pertenceram a outras lendas da música como B.B. King, Carlos Santana e Eric Clapton. Nessa noite havia jam session e eu me joguei no Alabama Slamma curtindo um blues ao vivo de excelente qualidade.

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Chicago-Buddy Guy´s Legends

Sou super fã de lugares diferentes, seja por sua localização inusitada ou deslumbrante, um serviço especial, um coquetel exótico, um charme inexplicável ou até uma esquisitice. As coisas que vemos na vida ninguém leva de nós, voltei para casa cheia de memórias maravilhosas e morrendo de vontade de voltar! E já pensando na próxima aventura!

Beijos

Postado por Dani Dutra – correspondente internacional

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