Valentino: o mestre da costura

No cenário maravilhoso do espaço de eventos Somerset House, em Londres, a exibição “Valentino: Mestre da costura” celebrou a vida e a arte do famoso designer Valentino Garavani, hoje com 80 anos, que vem criando peças icônicas ao longo de sua carreira de 50 anos. 

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Na frente, um vestido de dia, criado nos anos 50 mas feito somente em 1990, em seda azul e, no meio, um vestido criado em 1955, mas feito em 1990, com corpete branco bordado e saia em chiffon de seda rosa degradê, um tributo a atriz mexicana Maria Felix. Atrás, vestido criado nos anos 50, mas feito em 1990, de veludo marrom com bordado azul e capa de cetim azul.

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Na frente,  um vestido laranja, preto e dourado, do outono/inverno 1987/88, com detalhes de paetês, madrepérola e pedraria. Atrás, o vestido da coleção primavera/verão 1992, em tecido de seda azul, amarelo, roxo e verde, com detalhes utilizando a técnica “tapetto de ruches”.

O designer italiano que já vestiu princesas, estrelas de Hollywood e primeiras-dama (entre elas, Jackie Kennedy Onassis, Grace Kelly, Sophia Loren and Gwyneth Paltrow) diz que, em suas criações, é muito importante fazer transparecer a essência da feminilidade, do glamur e da alta-costura. Seus vestidos são como um escultura feita em torno do corpo da mulher.

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Na frente, jaqueta tipo “caddie” com detalhe em pele de cordeiro na gola e mangas, do outono/inverno 1989/90. No meio, um terninho de saia em tafetá rosa claro, usando a técnica origami, da primavera/verão 2008 e atrás, um casaco de casimira rosa com saia de tafetá, primavera/verão 2007.

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Na frente, da coleção outono/inverno 1979/80, um vestido de veludo preto com aberturas nas costas preenchidas por chiffon de seda. Atrás, vestido de crepe preto com painéis de sutache branco nas costas, da primavera/verão 1991. 

Não é à toa que seus vestidos são considerados clássicos que marcaram. Quem esquecerá o vestido que Julia Roberts usou quando recebeu o Oscar em 2001, num super que na moda atual monocromático? Ou o vestido de casamento de Jackie Onassis? Imagem

Julia Roberts usou o vestido de veludo e tule pretos com detalhes de fitas brancas ao receber o Oscar de melhor atriz no filme Erin Brockovitch.

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Criado nos anos 50, o vestido de crepe branco com capa de casimira de estampa de onça só foi feito quarenta anos depois, em 1990. 

Suas técnicas exclusivas de costura, como o budellini, na qual a seda charmeuse dupla é enrolada em forma de canudo e costurada em volta de um fio de lã e uma pérola ou outro ornamento é pendurado no final (e então varios canudos são arranjados para criar formas, padrões e texturas nos vestidos) apenas cimentam a natureza artesanal de suas criações. Imagem

 A técnica de budellini, exclusiva de Valentino, foi usada nesse vestido branco da coleção primavera/verão 1993, com vários rolos de seda, criando padrões extremamente simétricos e textura.

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Detalhe da técnica budellini e o acabamento com pérolas.

A exibição conta com mais de 130 vestidos de alta-costura feitos a mão, que agraciaram desde as passarelas até o tapete vermelho. Ao entrar num corredor, o espectador se encontra no meio de uma passarela, enquanto todas as manequins, usando os preciosos designs, ficam a volta, como se assistindo o público, numa reversão de papéis.

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Na frente, vestido de pele de cobra preta com paetês e saia de renda assimétrica e um peplum de tafetá, do outono/inverno 1987/88. Atrás, o vestido preto da coleção outono/inverno 2005/6. A peça foi feita com cetim e tem uma fita dupla branca abaixo da cintura, amarradas em um laçarote nas costas. 

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Vestido de noite em renda e cetim verde esmeralda, com anáguas de tafetá, da coleção de outono/inverno 1997/98. Adoro o “fascinador” na cabeça da manequim, que é muito popular, assim como chapéus, aqui no Reino Unido, para casamentos e outras ocasiões mais formais.  

Os modelos são realmente surreais. Somente de tão perto (se não usando!) pode-se apreciar a riqueza de detalhes de materiais e, principalmente, de criatividade, bom gosto e elegância. A cada virada era uma vontade enorme de entrar correndo num modelito que, mesmo que de eras diferentes (alguns muito antes de eu nascer), contavam com uma beleza clássica atemporal.

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O vestido de tule nude com aplicação de flores de veludo, do outono/inverno 2011/12. Na frente me lembra a técnica devoré. Atrás, bolero verde claro com flores bordadas, primavera/verão 1997 e sentada na parte de baixo, uma túnica rosa clara de seda mikado usada com saia de tule com detalhes de flores, primavera/verão 2008. 

Mas, infelizmente, você chega ao final da exibição e tem que sair; as únicas coisas que se pode levar é a admiração, mas, sobretudo, a inspiração: aqueles momentos foram como seu eu estivesse imersa em um mundo cheio de possibilidades fashions. 

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Valentino/Créditos: Vogue inglesa

 Beijão, Vistamaníacos, e até mais!

Postado por Dani Dutra

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