O fascínio do fascinator

Voltei!!! Depois de um longo período MIA (missing in action) eu reapareci, e retorno falando de algo que eu tento usar sempre que aparece uma oportunidade!

Quando eu me mudei para Londres, há 11 anos (nossa!!!), eu nunca tinha visto um. Notei que, principalmente no verão, ele sempre aparecia decorando as cabeças mais fashions junto com chapéus nos eventos mais badalados. Demorou um tempo para que eu fosse ao meu primeiro casamento por aqui e tivesse uma excelente desculpa para usar algo que, de fato, é a minha cara – sim, estou falando do fascinator.

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Vários estilos de fascinator – qual o seu favorito?/ Créditos: Style Squared

Nem o nome eu sabia (me deu um trabalhão para achar), mas, desde aquele dia, me rendi aos encantos da peça, que por definiçãoé um acessório usado na cabeça (claro!) com decoração que não vai diretamente presa no cabelo, e sim pregada a um pente ou tiara. A palavra originalmente se refere a um delicado véu feito de lã ou renda e que cobria a cabeça, podendo se extender até os ombros.

Historicamente, mulheres sempre decoraram o cabelo. Povos indígenas usavam (e usam) penas; os astecas, tranças com pedaços de tecido coloridos; no antigo Egito, Grécia e Roma, o ouro era preferido e na África, pedaços de ossos e folhas eram utilizados.  Através dos séculos, os estilos variaram grandemente – incluindo chapéus e outros adereços, ora discretos, ora exagerados; porém sempre presentes.

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Celebridades e realeza mostram que são fãs de Philip Treacy no casamento real britânico em 2011. Mais de 30 convidados usaram suas criações/ Creditos:E-online (Danny Martindale/FilmMagic; Pascal Le Segretain/Getty ImagesChris Jackson/Getty Images; Pascal Le Segretain/Getty Images; Pascal Le Segretain/Getty Images)

A origem do acessório em sua atual encarnação é recente, com o termo utilizado pela primeira vez no Estados Unidos em 1860, mas popularizado e ganhando mais adereços, durante a Belle Époque, bem no comecinho do século XX.

Atualmente, ele pode ser usado em substituição ao chapéu na maioria das ocasiões formais (geralmente casamentos, corridas de cavalo, galas, almoços/coquetéis de pompa); no entanto, na badalada corrida de cavalos de Ascot, frequentada pela Rainha da Inglaterra, se você for convidado do Royal Enclosure (a parte mais vip da corrida), o chapéu é obrigatório, e entrada é recusada mesmo que seu fascinator seja o mais lindo do mundo! O negócio é levado bem a sério.

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Algumas das criações de Philip Treacy, usadas por Lady Gaga e Sarah Jessica Parker/ Créditos: Just Fascinating

O adereço geralmente é constituído de penas e tule, que podem ou não ser montados numa base, presa em uma tiara ou pentinho para ser fixado no cabelo. Eu prefiro os pentinhos, já que dão para trabalhar melhor em volta do penteado. Gosto muito dos modelos que tem uma base pill-box (redonda ou oblonga, com a superfície convexa) e usaria na boa aquele pássaro empalhado que Carrie Bradshaw usou para o seu casamento (que no fim não aconteceu – talvez seja má agouro, eu hein!). Inclusive, na era Eduardiana, também no comecinho do século XX, algumas mulheres já usavam pássaros inteiros em seus chapéus. Afinal, pra que usar a pena se você pode pregar o pássaro todo na cabeça? Enfim…

Eu sou uma pessoa meio exagerada por natureza, então adoro os modelos mais audaciosos. Nas útimas décadas, Philip Treacy é um dos chapeleiros que mais se sobressai com suas criações ousadas, fazendo a cabeça da realeza e celebridades. O irlandês, Treacy, perdeu a sua eterna musa inspiradora, a editora de moda Isabella Blow em 2007, e recentemente também teve Lady Gaga desfilando suas criações.

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A base pill-box é a minha favorite – tanto a redonda, vista aqui ou a em format de gota, também muito fofa!/ Créditos: Features Fascinators

Cheguei até a me aventurar, criando meus próprios; simples, mas eficientes e perfeitos para a ocasião. A base pode ser comprada no Ebay, assim como penas, fitas, véus e tules variados. Não há limites para a criatividade e uma arminha de cola quente!

 Hoje, já vejo algumas pessoas aderindo ao acessório no Brasil. Alguns anos atrás, comprei um lindo de penas com pequenas borboletas para usar em um casamento aí. Uma amiga minha falou tanto na minha cabeça, já que niguém usava, que acabei usando o lindo um pouco mais baixo em um rabode cavalo lateral. Um desperdício de glamour! O mais importante é estar confortável com a sua escolha – tem para todos os gostos – você provavelmente não passará despercebida se usar um… tem que combinar com a sua personalidade. Uma vez eu até brinquei que eu já tinha nascido com um fascinator, e que ele era interno!

Postado por Dani Dutra.

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