A transição das páginas para a grande tela: O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Capa do livro "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald. Fonte: Livro e Café

Capa do livro “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald. Fonte: Livro e Café

Ostentação, infidelidade, violência e sofisticação na era do Jazz. Poucas palavras podem definir o livro O Grande Gatsby, mas nem todas podem fazer o leitor entender tamanha história.

A obra-prima de F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940), publicada em 1925, retrata a alta sociedade de Nova York na década de 1920, com suas riquezas sem precedentes, festas luxuosas e o encanto de mulheres suscetíveis ao som do jazz, a música que embalava o coração de todos na época.

O centro das atenções desse universo magnífico é o enigmático Jay Gatsby, que ao seu redor orbitam personagens tão carismáticos quanto ele, talvez não tão misteriosos.
Uma trama densa, com intrigas e paixão que é capaz de recriar um dos períodos mais prósperos dos Estados Unidos. O livro é uma crítica direta à insensibilidade e imoralidade revestida de ouro na tão aclamada era do Jazz e é, até hoje, considerada uma das melhores obras já escritas.

"Bem, desde que Gustave Flaubert se disse madame Bovary, nunca mais um personagem de ficção se afastou muito de seu criador". Ruy Castro escreveu essas palavras para mostrar que F. Scott Fitzgerald, na verdade, era Jay Gatsby, e que talvez esse personagem tenha sido seu mais fiel autorretrato. Fonte: Flavor Wire

“Bem, desde que Gustave Flaubert se disse madame Bovary, nunca mais um personagem de ficção se afastou muito de seu criador”. Ruy Castro escreveu essas palavras para mostrar que F. Scott Fitzgerald, na verdade, era Jay Gatsby, e que talvez esse personagem tenha sido seu mais fiel autorretrato. Fonte: Flavor Wire

Como transpassar uma obra de tamanha magnitude para as telas do cinema? Como ser fiel à um dos maiores clássicos norte-americanos?

Entre os anos 1926 a 2013, foram feitas cinco adaptações, sendo quatro para o cinema e uma para a televisão.

Da esquerda para a direita: Alan Ladd (1949), Robert Redford (1974), Toby Stephens (2000) e Leonardo Di Caprio (2013). Fonte: Cover DK

Da esquerda para a direita: Alan Ladd (1949), Robert Redford (1974), Toby Stephens (2000) e Leonardo Di Caprio (2013). Fonte: Cover DK

Apesar de todas as adaptações trazerem algo distinto e um lado diferente para o personagem e à trama, até hoje é considerada que o primeiro filme, de 1926, é a melhor adaptação de livro para a tela.

O filme, que é em preto e branco – e, ainda por cima, mudo – se perdeu no mundo, e apenas o trailer é possível ser visto.

Warner Baxton, ator de cinema mudo, é considerado o melhor Gatsby já feito. Fonte: Google Images

Warner Baxton, ator de cinema mudo, é considerado o melhor Gatsby já feito. Fonte: Google Images

Uma das partes mais trabalhadas em todos os filmes são as festas exoberantes que Jay Gatsby faz em sua mansão.

Os exageros com bebida (afinal, essa época era o momento da famosa Lei Seca), a ostentação, as pessoas entrarem sem serem convidadas, tudo é trabalhado nos filmes.

No mais recente, de 2013, as cenas das festas são explosões de cores, movimentações e música, muita música.

Fogos de artifício, bebidas, música, tudo embala os convidados (ou melhor falar, não-convidados) de Jay Gatsby, na adaptação de 2013. Fonte: Omelete Uol

Fogos de artifício, bebidas, música, tudo embala os convidados (ou melhor falar, não-convidados) de Jay Gatsby, na adaptação de 2013. Fonte: Omelete Uol

A moda da época também é mostrada com todo seu esplendor.

As mulheres eram preocupadas com suas vestimentas, cabelos e maquiagem. Vestidos com milhares de contas eram utilizados, tiaras com brilhantes, sapatos altos, e muito pó de arroz no rosto.

A moda era fator dominante nos anos 20, com muitos vestidos brilhantes, maquiagem marcante e saltos altos. Fonte: Iguatemi Porto Alegre

A moda era fator dominante nos anos 20, com muitos vestidos brilhantes, maquiagem marcante e saltos altos. Fonte: Iguatemi Porto Alegre

Tanto no livro quanto nos filmes, Gatsby nos encanta com sua eterna esperança, seu amor inenarrável por Daisy Buchanan, sua amizade com Nick Carraway e suas famosas festas.

Daisy Buchanan (Carey Mulligan) é o objeto de afeição de Jay Gatsby (Leonardo Di Caprio). Fonte: Google Images

Daisy Buchanan (Carey Mulligan) é o objeto de afeição de Jay Gatsby (Leonardo Di Caprio). Fonte: Google Images

Confiram o trailer do filme de 1926: http://www.youtube.com/watch?v=XGx-78RRu5g

Postado por Taany Maeno.

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