Nelson Mandela: o “Madiba” da África do Sul

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Rolihlahla Dalibhunga Mandela, esse foi o nome dado ao maior ícone da luta contra a segregação racial. Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, na cidade de Qunu, na África do Sul, e aos cinco anos recebeu o nome de Nelson, dado pela professora Mdingane, atendendo ao costume do lugar de incumbir nomes ingleses a todas as crianças que frequentavam a escola de Qunu.

Formou-se em Direito, em 1943, pela Universidade de Witwatersrand, uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior na África do Sul. E ali começou a sua luta pela igualdade de direitos entre brancos e negros, e também contra o Apartheid, um regime segregacionista que negava aos negros da África do Sul os direitos sociais, econômicos e políticos na época.

Nelson Mandela na juventude. Fonte: Getty Images.

Nelson Mandela na juventude. Fonte: Getty Images.

No começo, sua luta acentuou na Liga Jovem, em 1944, onde foi tido como rebelde, e em conjunto com outros jovens, lutava com armas contra autoridades policiais que matavam negros. Muitas autoridades mundiais classificaram Mandela como terrorista na época, a exemplo da Agência Central de Inteligência Americana (CIA), que em 1963 ajudou a orquestrar a prisão do líder ao infiltrar um agente a fim de fornecer dados às autoridades sul-africanas para que pudessem rastreá-lo.

Nelson Mandela passou 27 anos na prisão de Pollsmoor, na Cidade do Cabo, onde aprendeu outra forma de lutar para a libertação de seu povo, através das palavras e do perdão. Foi na prisão que Mandela também recebeu o apelido de Madiba, nome originário da sua tribo, que tem o significado de agitador. Toda a população da África do Sul passou a chamá-lo da mesma forma desde então.

Nelson Mandela em uma visita a prisão onde permaneceu por 27 anos. Fonte: Getty Images.

Nelson Mandela em uma visita a prisão onde permaneceu por 27 anos. Fonte: Getty Images.

Em 1990, depois de um clamor mundial envolvendo artistas como Bono Vox, vocalista da banda U2, Nelson Mandela foi libertado aos 72 anos de idade, por ordem do presidente da África do Sul, Frederik Willem de Klerk. Todo o mundo reverenciava, naquele instante, o grande homem que privou de sua própria liberdade em prol de seu povo. No ano seguinte, indicado juntamente com o presidente Klerk, Mandela recebe o Nobel da Paz, o mais importante prêmio social do mundo.

Nelson e Frederik premiados com o Nobel da Paz. Fonte: Getty Images.

Nelson e Frederik premiados com o Nobel da Paz. Fonte: Getty Images.

Já em 1994, Nelson se candidatou a primeira eleição democrática na África do Sul, se tornando, logo a seguir, o primeiro negro presidente de seu país. Um de seus maiores feitos, durante seu mandato de 4 anos, foi a criação da Comissão da Verdade e Reconciliação, encarregada de apurar, mas não punir, os fatos ocorridos durante o Apartheid. Mandela assegurou também direitos políticos e sociais tanto para negros quanto para brancos.

Nelson Mandela em discurso de posse para presidência da África do Sul em 1994. Fonte: Getty Images.

Nelson Mandela em discurso de posse para presidência da África do Sul em 1994. Fonte: Getty Images.

Em um especial sobre sua história, realizado pelo programa 60 minutes, da BBC, em 2002, Mandela, questionado se fosse branco, respondeu: “Se eu fosse branco, lutaria pelo mesmo ideal. Sem diferença alguma. Pelos negros e pelos brancos”, disse.

No último dia 05 de dezembro de 2013, Mandela morreu aos 95 anos, em sua casa localizada em Pretória, devido a uma infecção pulmonar. A África do Sul e o mundo perderam um dos maiores lideres do século XXI. Mais seu exemplo permanecerá pela eternidade.

Último ensaio fotográfico realizado com Nelson Mandela, em 2011, pelo fotógrafo Adrian Steirn. Fonte: Getty Images.

Último ensaio fotográfico realizado com Nelson Mandela, em 2011, pelo fotógrafo Adrian Steirn. Fonte: Getty Images.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”- Nelson Mandela.

Postado por: Camila Campos

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