Fórum de Negócios da Moda agitará São Paulo no dia 28 de outubro

A Fecomercio SP, em parceria com o Estadão, promoverá no dia 28 de outubro, em São Paulo, o Fórum Negócios da Moda. O evento será realizado no Teatro Raul Cortez, na sede da entidade. O encontro reunirá empresários do setor têxtil, de confecção e especialistas para debater pontos estratégicos para o negócio, como planejamento, globalização, mão de obra, profissionalização e tendências como cobranding, entre outros. O fórum conta com o apoio da Associação Brasileira de Estilistas (Abest) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Dividido em painéis, o evento terá entre os palestrantes nomes como Gerson Vaccari, responsável pelas marcas Dumond, Capodarte e Lillys; Patricia Bonaldi, estilista e empresária; e Isabel Tarrisse da Fontoura, analista de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que irão abordar a presença do Brasil no cenário internacional, com moderação de Paulo Borges, CEO da Luminosidade e diretor criativo do São Paulo Fashion Week (SPFW).

Paulo Borges participará do primeiro painel de debate do Fórum./Créditos: site Harpers Bazaar

Paulo Borges participará do primeiro painel de debate do Fórum./Créditos: site Harpers Bazaar

Um dos destaques do encontro será o tema “mercado de trabalho e o comércio justo”. Os palestrantes discutirão as condições precárias de trabalho eventualmente oferecidas por algumas empresas do ramo. O assunto será debatido por Fernanda Teixeira Souza Domingos, representante do Ministério Público; Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit; e Paulo Delgado, membro do Conselho de Relações do Trabalho da Fecomercio SP, moderados por Cley Scholz, editor do portal de Economia & Negócios do Estadão.com.

Cley Scholz participará do segundo painel de debate./Créditos: site Google Plus

Cley Scholz participará do segundo painel de debate./Créditos: site Google Plus

Com o tema “tendências e inovação”, o terceiro painel será composto por Martha Medeiros, estilista e empresária; Alice Ferraz, fundadora e CEO da Alice Ferraz Comunicação Integrada e F*hits; Paulo Correa, vice-presidente da C&A; e moderação de Maria Rita Alonso, jornalista e consultora de moda e estilo. Flavio Rocha, CEO da Riachuelo, e Roberto Davidowicz, presidente da Abest, debaterão sobre a competitividade e a produtividade do setor, moderados por Ernesto Bernardes, diretor de projetos especiais do Estadão.

Martha Medeiros participará do terceiro e último painel de debate do Fórum./Créditos: site Portal Inesquecível

Martha Medeiros participará do terceiro e último painel de debate do Fórum./Créditos: site Portal Inesquecível

Para que você possa participar deste evento e ampliar um pouco mais o seu conhecimento, vamos falar um pouco sobre a importância da moda no Brasil. Abaixo falaremos sobre os três principais pólos de moda brasileira: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os Pólos de Moda são os grandes responsáveis por reunir uma cadeia de produtores para que consigam entrar no mercado competitivo. Papel de destaque para o Sebrae e para o Fashion Business, no Rio de Janeiro, que virou a grande vitrine para este mercado.

Segundo dados da ABIT, com um faturamento estimado em 2007 de US$ 34,6 bilhões, a indústria têxtil e de confecções deve registrar um crescimento de 4,85% em relação a 2006. Deste total, as exportações correspondem a US$ 2,4 bilhões. O setor é o segundo maior empregador da indústria de transformação, totalizando 1,65 milhão de empregados. São cerca de 30 mil empresas, que colocam o Brasil como o sexto maior produtor têxtil do mundo, representando 3,5% do PIB total brasileiro. Os investimentos em máquinas, equipamentos, tecnologia, design e pesquisa têm gravitado em torno de US$ 1 bilhão/ano.

A segmentação da cadeia têxtil brasileira realizada pelo IEMI – Instituto de Estudos e Marketing Industrial, em 2006, aponta para um total de 383 fiações, 593 tecelagens, 2.421 malharias e 723 empresas de beneficiamento; entre os produtos confeccionados, são 18.884 fábricas de vestuário, 1.157 da linha lar, 1.101 de meias e acessórios e 756 de outros produtos.

A ABIT destaca pelo menos 12 grandes conglomerados confeccionistas, mas existem empresas espalhadas por todos os Estados e territórios.

São Paulo é o principal fabricante brasileiro de vestuário, com cerca de 15 mil empresas, distribuídas por várias regiões e atuando em todos os segmentos. Na capital, os centros de produção do Bom Retiro e do Brás concentram a maior produção. Há ainda concentrações na região de Sorocaba, Americana e São José do Rio Preto.

SPFW Inverno 2014 por Lino Villaventura./Créditos: site FFW

SPFW Inverno 2014 por Lino Villaventura./Créditos: site FFW

Rio de Janeiro tem como carro-chefe a produção de peças íntimas em Nova Friburgo. Ele é o maior pólo confeccionista de moda íntima do país (lingerie dia, fitness e moda praia), com cerca de 800 confecções formais que geram 20 mil empregos. Além do mercado interno, no qual participa com 25% do consumo de lingerie, Nova Friburgo tem também forte foco para exportação, já comercializando seus produtos para o Mercosul, União Europeia, África, Oriente Médio, Japão e Estados Unidos.

Moda Sul Fluminense (Valença) – o pólo conta hoje com aproximadamente 400 unidades produtivas entre médias, pequenas e micro empresas, além de ateliês e unidades familiares. São confecções, facções, lavanderias e tecelagens que juntas, empregam cerca de 4 mil pessoas nas 20 cidades abrangidas pelo SINDVESTSUL (Sindicato das Indústrias do Vestuário do Sul do Estado do Rio de Janeiro). Mais de 40 grifes renomadas produzem suas coleções no pólo, especialmente em jeanswear, nas cidades de Valença, Rio das Flores e Barra do Piraí.

Moda de Petrópolis – atualmente com mais de 800 indústrias de confecção, que geram 30 mil empregos (indústrias, distribuidores e pontos de vendas) com faturamento mensal de cerca de R$ 100 milhões em mais de 8 milhões de peças/mês vendidas em todo o país. Os produtos principais são malha e tricô.

Moda do Noroeste Fluminense (Itaperuna) – representa 13 municípios da Região e reúne 300 fábricas, de micro, pequeno e médio porte, que geram 10 mil empregos e movimentam R$ 15 milhões por mês na economia regional. O pólo produz lingerie noite e fornece pijamas e camisolas para butiques e magazines nacionais, além de exportar para países da Europa e Mercosul.

Moda Niterói – reúne 250 confecções e gera mais 5 mil empregos diretos. A produção de Niterói é diversificada e multisetorial com empresas de moda feminina, masculina, praia e esporte, além de acessórios em couro, calçados, bolsas, jóias, bijuterias, e ainda ateliês de customização e alta costura.

Moda Praia Cabo Frio – com 400 empresas que geram 5.500 empregos, a moda praia produzida na região é exportada para Espanha, Itália, França, Portugal e México. Cabo Frio conta também com uma vitrine a céu aberto, a famosa “Rua dos Biquinis”, que possui mais de 150 lojas de moda praia.

Moda São Gonçalo – além do tradicional jeans, já conhecido por lojistas de todo o país, ali também são produzidas moda feminina e surfwear. O Pólo foi criado em novembro de 2005, com aproximadamente 200 empresas. Uma produção multisegmentada de jeans, moda praia, lingerie, surfware e casual. No mesmo ano foi inaugurado o Shopping das Fábricas, no Bairro de Nova Cidade. Além de fornecer para o mercado interno o pólo exporta basicamente para EUA, Portugal e Itália.

Moda de Campos – conta com 100 empresas formais e tem produção bem diversificada embora o forte ainda seja o jeans. Malharia, moda íntima e peças customizadas em ateliês são os demais produtos oferecidos pelo pólo que hoje gera cerca de 2.500 empregos.

Acessórios – Calçados, Bolsas e Similares do Rio – é formado por mais de 300 empresas no município do Rio de Janeiro, sendo que cerca de 60% produz calçados, e o restante, bolsas e outros artefatos. As empresas, na maioria de pequeno porte, geram 10 mil empregos diretos e indiretos. Produtos artesanais e diferenciados de grifes são produzidos neste pólo.

Têxtil do Rio – conta com aproximadamente 250 empresas que geram em média 5 mil empregos diretos na produção dos mais variados tipos de tecido, além de bordados e rendas. É formado por pequenas e médias empresas. A força das tecelagens pode ser avaliada nas exportações, onde 75% do que é produzido no Estado do Rio de Janeiro é vendido para outros Estados, e cerca de 5% segue para outros países.

Fashion Rio Primavera-Verão 2015 por Salinas./Créditos: site FFW

Fashion Rio Primavera-Verão 2015 por Salinas./Créditos: site FFW

O Estado de Minas Gerais hospeda o segundo maior pólo brasileiro em faturamento. São cerca de 5 mil empresas espalhadas por duas regiões. No sul do Estado, está localizado o conhecido circuito da malha, que se destaca pela produção do tricô, principalmente blusas de frio. Nos arredores de Juiz de Fora, predomina a moda íntima. No Pólo de Confecção e Moda de Divinópolis (MG), há atualmente cerca de 3 mil empresas formais e informais da cadeia produtiva de confecção e moda atuam em Divinópolis entre confecções, estamparias, facções, lavanderias, prestadoras de serviço e bordados integram a cadeia produtiva de confecção e moda do município.

Consolidada como uma referência no mercado têxtil brasileiro, Muriaé já movimenta mais de R$ 230 milhões por ano, o que corresponde a 44% do PIB regional. Nos últimos anos, o pólo vem investindo em máquinas e equipamentos modernos, no desenvolvimento de produtos, em pesquisa, utilização de tecidos inovadores e, principalmente, no design. A Beleza Rara, que atua há 15 anos no setor, conta com 70 funcionários e um faturamento mensal de R$ 300 mil, a empresa fabrica lingerie noite (camisola, pijama, baby dool) e fornece para grandes magazines como Riachuelo, Marisa e Leader.

(Fontes: FFW, ABIT, ABEST, Fashion Bussiness e Fora de Moda)

Minas Trend Primavera-Verão 2015 por Faven./Créditos: site Romani

Minas Trend Primavera-Verão 2015 por Faven./Créditos: site Romani

Até mais!

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